Me fizeram ir; me culparam por ter ido
Eu prometi que voltaria aqui pra contar o que aconteceu sobre a minha saída da igreja, então cá estou eu. Como já disse, a raiva e a fúria passou, até porque tratei de colocar pra fora no mesmo instante toda a minha indignação. Eu não escondo nada, se doí eu grito, não me permito adoecer por causa das pessoas e guardar isso com certeza me faria morrer aos poucos. Aproveito e já começo com esse conselho, falem! Se é sobre você, fale! não guarde para falar mais tarde com pessoas que não tem a ver com a situação. Vira rancor, que vira raiva e vira magoa, você adoece, ponto.
Responsabilidade emocional, esse foi o motivo. Como todos que me leem aqui já sabem sou muito livre para falar o que penso, ouvir o que não gosto e sobretudo muito aberta a mudanças; zero medo de voltar ao inicio de tudo ou de dá só um passo atras pra pegar impulso na direção correta. A vida me fez livre, e desbravadora. Tenho meu tempo. Em virtude disso resolvi morar com eu namorado antes de casar(eu volto aqui pra falar dele depois), sabia que aos olhos de Deus não era a melhor atitude a tomar, mas Ele também sabia que era o que eu poderia fazer naquele momento. E sabia exatamente o porquê da decisão. Na época eu era secretária da secretaria do pastor, eu gostava bastante, mesmo quando interpelada pelas pessoas o porquê fazia aquilo de graça se a secretária numero 1 era remunerada, chegava a ser engraçado esse tipo de pergunta. O que será que as pessoas esperavam que eu respondesse? talvez isso - acho um absurdo e vou fazer motim contra ela! Nossa! Gente, eu achava o máximo! já eu que fazia faculdade de administração e estava pondo em pratica a parte organizacional. Em fim, voltemos ao foco... antes até mesmo de contar para minha mãe eu contei para o pastor presidente, tivemos uma longa conversa pois eu já sabia que teria que deixar os meus afazeres; aceitei, já sabia que seria assim e foi o culto mais difícil que assisti em toda minha vida. Que estranho sentar naquele banco e vê o culto sentada. Mas aceitei, foi minha escolha e responsabilidade me colocar naquele papel.Mas estava tranquila porque sabia que era passageiro, que não estaria naquele papel para sempre. No meio da conversa fui avisada que meu namorado não participaria do batismo nas águas devido a condição que estávamos nos colocando(tbm sabia que isso aconteceria), mas foi a partir daí que começou o meu revés...
Ninguém se deu ao trabalho de informá-lo ou conversar com ele sobre o fato, simplesmente fui avisada no meio da conversa. Que constrangimento ele teria passado se caso eu não falasse nada! Até hoje, nem um pio sobre isso, silêncio. Pensei, ato falho deixa pra lá.
Interregno de 3 anos...
Depois de bastante tempo resolvi ir ao congresso de carnaval, haveria batismo nas águas e um adolescente por quem tenho bastante apreço iria passar por esse momento. Não gosto de lembrar da sensação horrível daquele dia, eu quis vomitar na hora, chorar, gritar, saí correndo juntando o que era meu e saindo dali antes que eu sucumbisse ali mesmo de tanta tristeza. Sem drama algum.
No caminho para casa pensei: tem uma explicação pra isso, com certeza tem. Uma semana depois voltei lá em busca de reposta e recebi as piores desculpas possíveis e imaginarias. Que só serviram pra validar tudo aquilo que eu senti no dia em que presenciei.
Vamos ao que aconteceu! Passaram pelas águas do batismo uma pessoa que estava na mesma situação que eu e meu marido na época, ou seja, vivem concubinados (até hoje) assim como eu vivi até pouco tempo. Deram a liderança de um ministério, e permitiram tomar a ceia mesmo estando na condição pela qual fui afastada. Vocês tem noção do tamanho da minha indignação?
Como assim, eu fui vetada de tudo por não ter um papel assinado e outras pessoas não são medidas com a mesma régua?!
Gente, tem muito mais coisas, muito mesmo, mas não vou me ater a isso pois teria que falar da vida destas pessoas e esse não é o meu propósito aqui. Mas o buraco é bem mais fundo.
Não tenho mais raiva, não tenho mais nada.
Saí disso muito machucada, ferida mesmo, de chorar dias e dias a fio tentando entender o porquê de terem feito isso conosco e sequer um pedido de desculpas. Eu já esfriei varias vezes na minha caminhada cristã, mas nunca fechei a porta pois sabia que acabaria outra vez. Mas dessa vez eu fechei e joguei a chave fora, agora só procurando mesmo e eu nem lembro pra que lado arremessei.
Por hora estou bem, tenho feitos grandes progressos em amadurecimento, afinal de contas um filho ensina muito. Até mais!
Responsabilidade emocional, esse foi o motivo. Como todos que me leem aqui já sabem sou muito livre para falar o que penso, ouvir o que não gosto e sobretudo muito aberta a mudanças; zero medo de voltar ao inicio de tudo ou de dá só um passo atras pra pegar impulso na direção correta. A vida me fez livre, e desbravadora. Tenho meu tempo. Em virtude disso resolvi morar com eu namorado antes de casar(eu volto aqui pra falar dele depois), sabia que aos olhos de Deus não era a melhor atitude a tomar, mas Ele também sabia que era o que eu poderia fazer naquele momento. E sabia exatamente o porquê da decisão. Na época eu era secretária da secretaria do pastor, eu gostava bastante, mesmo quando interpelada pelas pessoas o porquê fazia aquilo de graça se a secretária numero 1 era remunerada, chegava a ser engraçado esse tipo de pergunta. O que será que as pessoas esperavam que eu respondesse? talvez isso - acho um absurdo e vou fazer motim contra ela! Nossa! Gente, eu achava o máximo! já eu que fazia faculdade de administração e estava pondo em pratica a parte organizacional. Em fim, voltemos ao foco... antes até mesmo de contar para minha mãe eu contei para o pastor presidente, tivemos uma longa conversa pois eu já sabia que teria que deixar os meus afazeres; aceitei, já sabia que seria assim e foi o culto mais difícil que assisti em toda minha vida. Que estranho sentar naquele banco e vê o culto sentada. Mas aceitei, foi minha escolha e responsabilidade me colocar naquele papel.Mas estava tranquila porque sabia que era passageiro, que não estaria naquele papel para sempre. No meio da conversa fui avisada que meu namorado não participaria do batismo nas águas devido a condição que estávamos nos colocando(tbm sabia que isso aconteceria), mas foi a partir daí que começou o meu revés...
Ninguém se deu ao trabalho de informá-lo ou conversar com ele sobre o fato, simplesmente fui avisada no meio da conversa. Que constrangimento ele teria passado se caso eu não falasse nada! Até hoje, nem um pio sobre isso, silêncio. Pensei, ato falho deixa pra lá.
Interregno de 3 anos...
Depois de bastante tempo resolvi ir ao congresso de carnaval, haveria batismo nas águas e um adolescente por quem tenho bastante apreço iria passar por esse momento. Não gosto de lembrar da sensação horrível daquele dia, eu quis vomitar na hora, chorar, gritar, saí correndo juntando o que era meu e saindo dali antes que eu sucumbisse ali mesmo de tanta tristeza. Sem drama algum.
No caminho para casa pensei: tem uma explicação pra isso, com certeza tem. Uma semana depois voltei lá em busca de reposta e recebi as piores desculpas possíveis e imaginarias. Que só serviram pra validar tudo aquilo que eu senti no dia em que presenciei.
Vamos ao que aconteceu! Passaram pelas águas do batismo uma pessoa que estava na mesma situação que eu e meu marido na época, ou seja, vivem concubinados (até hoje) assim como eu vivi até pouco tempo. Deram a liderança de um ministério, e permitiram tomar a ceia mesmo estando na condição pela qual fui afastada. Vocês tem noção do tamanho da minha indignação?
Como assim, eu fui vetada de tudo por não ter um papel assinado e outras pessoas não são medidas com a mesma régua?!
Gente, tem muito mais coisas, muito mesmo, mas não vou me ater a isso pois teria que falar da vida destas pessoas e esse não é o meu propósito aqui. Mas o buraco é bem mais fundo.
Não tenho mais raiva, não tenho mais nada.
Saí disso muito machucada, ferida mesmo, de chorar dias e dias a fio tentando entender o porquê de terem feito isso conosco e sequer um pedido de desculpas. Eu já esfriei varias vezes na minha caminhada cristã, mas nunca fechei a porta pois sabia que acabaria outra vez. Mas dessa vez eu fechei e joguei a chave fora, agora só procurando mesmo e eu nem lembro pra que lado arremessei.
Por hora estou bem, tenho feitos grandes progressos em amadurecimento, afinal de contas um filho ensina muito. Até mais!
Comentários
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Obg por fazer de mim tão especial___